O que é Endometriose
 

A Endometriose é a presença do endométrio - tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outras partes do útero ou em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos, bexiga.

 A Endometriose é dolorosa, pois mesmo se localizando na parte externa do útero, sofre a influência das oscilações hormonais. Isso significa que, os focos de endometriose sangram todo mês durante o seu período menstrual, mas o sangue não tem para onde ir. Além de ser dolorosa, a endometriose, também, pode tornar difícil a gravidez – uma condição conhecida como infertilidade.

 Embora você possa nunca ter ouvido falar dela, considera-se que a endometriose afete uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva. A endometriose é freqüentemente diagnosticada pelos médicos durante exame ginecológico, procedimento cirúrgico ou na realização de exames de investigação de infertilidade. Para cada cinco mulheres que estejam tendo dificuldade para engravidar, duas têm endometriose. Caso sua mãe ou irmãs sofram de endometriose, é sete vezes maior a chance de você também ter esse problema. Infelizmente, muitas mulheres “sofrem em silêncio”, acreditando que seus sintomas sejam normais. Outras não apresentam sintomas.

 Embora ninguém saiba ao certo como a endometriose ocorre, há duas teorias prováveis para seu desenvolvimento:

1)      pedaços do tecido que reveste o útero, ao se desprenderem durante a menstruação, vão para o exterior do útero pelas tubas uterinas,

2)      áreas de células no exterior do útero transformam-se em áreas de endometriose sob a influência das oscilações hormonais do ciclo menstrual.

A endometriose não é uma doença transmissível e não há como prevenir seu aparecimento.

O sintoma mais comum causado pela endometiose é a dor. Esta ocorre, em geral, na parte inferior do abdômen e na pelve e pode fazer com que a relação sexual seja dolorosa. A dor começa, com freqüência, antes do início da menstruação, tornando-se progressivamente maior até o início do sangramento, diminuindo, gradativamente, após.

Se a endometriose estiver localizada na bexiga ou no intestino, pode causar sintomas urinários ou intestinais durante a menstruação, como por exemplo, dor ao urinar, ou diarréia.

A dor crônica pode levar a problemas como cansaço, perda do sono, alterações de humor, depressão, tensão pré-menstrual e dor lombar.

O diagnóstico é feito por uma operação que se chama laparoscopia, que permite ao médico examinar a parte externa do útero, e os órgãos circunvizinhos a ele.

A endometriose é freqüentemente encontrada em mulheres que não tenham obtido sucesso em engravidar.

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Eis alguns trechos selecionados criteriosamente:

Capítulo: Quadro clínico da mulher portadora de Endometriose 
Autores: Dr. Élvio Tognotti e Dra. Taisa Loyelo

“...o quadro clínico da mulher que apresenta endometriose, isto é, os sintomas que ela pode apresentar, é muito variado e depende de vários fatores, alguns ainda pouco esclarecidos...”

“...os sintomas podem ou não estar relacionados ao período em que a mulher está tendo o fluxo menstrual. Podem aparecer todo mês ou serem imprevisíveis. Variam de vagos a específicos, moderados a acentuados, intermitentes a contínuos. Podem desaparecer por um período e voltar espontaneamente certo tempo depois e podem, também, ser estáveis por longos períodos...” 
 
“...ao longo dos anos, vários tratamentos têm sido propostos para o tratamento da endometriose. Essa variabilidade de propostas terapêuticas deve-se, certamente, ao fato de ainda não se ter clara a causa ou as causas da doença...”
“...há uma série de vantagens em se realizar o procedimento cirúrgico por via laparoscópica. Em primeiro lugar, é um procedimento que utiliza incisões pequenas (em média 0,5 a 1,0cm), em vez de incisões de 10 cm. Esse tipo de acesso ao interior da cavidade abdominal faz com que a paciente tenha menos desconforto pós-operatório e permite que ela possa ter alta hospitalar em média 12 a 24 hs após o procedimento e que retome suas atividades físicas e profissionais em média 10 a 14 dias após a alta. Outra vantagem diz respeito ao reconhecimento mais adequado das lesões, uma vez que a laparoscopia permite uma visualização ampliada das lesões, em torno de 6-8 vezes, e pode-se ter acesso a todas as regiões da cavidade abdominal, o que é mais difícil de se fazer por via laparotômica...” 
  
Capítulo: Como diagnosticar a Endometriose Pélvica
Autor: Dr. Reginaldo Guedes Coelho Lopes

“...a suspeita de endometriose pélvica começa pela queixa clínica. O sintoma mais freqüente é a dor pélvica, que não tem idade para aparecer e, no início, geralmente, guarda relação íntima com o período menstrual. Costuma acontecer na região do baixo ventre e atinge seu grau máximo de intensidade na pré-menstruação, ou seja, alguns dias antes de ter início o fluxo menstrual...”

“...embora a pesquisa laboratorial forneça poucos subsídios para o diagnóstico de endometriose, ela não deve ser descartada. Os exames são úteis, na maioria das vezes, para o diagnóstico diferencial. Exemplificando, os exames de urina e fezes podem ajudar a identificar, respectivamente, infecções e/ou cálculos urinários ou verminoses, sendo muito úteis na orientação do raciocínio clínico, pois essas doenças produzem quadros dolorosos com os quais a endometriose pode ser confundida...”

 
Capítulo: Classificação dos estágios de evolução da endometriose
Autor: Dr. Marco Antonio Lenci

“...é muito difícil estabelecer a classificação de uma determinada doença quando se conhece muito pouco a respeito dela. Avanços significativos foram alcançados nos últimos anos, mas podemos dizer que, na ‘guerra’ contra a endometriose, ela ainda está nos derrotando. Além disso, precisamos discutir se é, ou não, válido termos uma classificação de endometriose. Quanto a isso, posso dizer que tal classificação é de especial importância, pois é a forma comum de conversarmos sobre essa doença...”
 
Capítulo: Tratamento da endometriose
Autores: Dr. Álvaro Petracco, Dra. Mariângela Badalotti, Dr. G. Michelon, Dr. Marco Moretto

“...apesar de a endometriose ter sido descrita há mais de um século, ainda hoje é uma enfermidade pouco conhecida. Ao longo desses anos, tem fascinado investigadores na busca de sua etiologia, bem como na tentativa de melhor entender a sua história natural. É, sem sombra de dúvidas, uma doença misteriosa, polêmica e de difícil tratamento. Acredita-se que uma em cada sete mulheres americanas apresente endometriose e que até 15% das mulheres desenvolvem algum grau da doença durante os seus anos de vida reprodutiva. É uma doença que acomete quase exclusivamente as mulheres nos anos reprodutivos, ou seja, durante a época em que a atividade hormonal é normal...”
 
Capítulo: Tratamento cirúrgico da endometriose
Autor: Dr. Francesco Antonio Viscomi

“...ao longo dos anos, vários tratamentos têm sido propostos para o tratamento da endometriose. Essa variabilidade de propostas terapêuticas deve-se, certamente, ao fato de ainda não se ter clara a causa ou as causas da doença...”

“...há uma série de vantagens em se realizar o procedimento cirúrgico por via laparoscópica. Em primeiro lugar, é um procedimento que utiliza incisões pequenas (em média 0,5 a 1,0cm), em vez de incisões de 10 cm. Esse tipo de acesso ao interior da cavidade abdominal faz com que a paciente tenha menos desconforto pós-operatório e permite que ela possa ter alta hospitalar em média 12 a 24 hs após o procedimento e que retome suas atividades físicas e profissionais em média 10 a 14 dias após a alta. Outra vantagem diz respeito ao reconhecimento mais adequado das lesões, uma vez que a laparoscopia permite uma visualização ampliada das lesões, em torno de 6-8 vezes, e pode-se ter acesso a todas as regiões da cavidade abdominal, o que é mais difícil de se fazer por via laparotômica...”

E mais:

Conhecendo um pouco sobre endometriose: tratamento cirúrgico radical, histerectomia e ooforectomia – Quando?
Dr. Jorge de Vasconcelos Safe Jr.
 
Tratamento da dor pélvica provocada pela endometriose
Dr. Geraldo Rodrigues de Lima, Dr. Roberto Zamith, Dr. Vilmon de Freitas
 
Tratamento da endometriose recidivante
Dr. Rogério Dias
 
Endometriose e infertilidade
Dr. Tsutomu Aoki
 
Reprodução assistida e endometriose
Dr. Paulo Eduardo Olmos
Adenomiose
Dr. Natal Marques da Silva
 
Endometriose e menopausa – efeito das terapias de reposição
Dr. Roberto Zamith, Dr. Edmund Chada Baracat
 
A ultra-sonografia na avaliação da endometriose pélvica
Dr. Wagner José Gonçalves, Dra. Cláudia de Carvalho R. Bortoletto, Dr. Vilmon de Freitas, Dr. Edmund Chada Baracat, Dr. Geraldo Rodrigues de Lima
 
Endometriose: aspectos emocionais
Berenice Mello de Paula
 
Associação Brasileira de Endometriose – uma proposta de regionalização
Dr. José Carlos Scurato Patrão, Dr. Milton Artur Ruiz
 
Questões e reflexões sobre a endometriose
Cristina Gabriela Dora Bujdoso




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